Pa$$aporte
Por Jorge Carrano
A Revista Época desta semana traz uma matéria sobre um dos fundadores do Facebook, o brasileiro Eduardo Saverin. Desde 2009 morando em Cingapura, foi um dos beneficiados pelo recente lançamento de ações do Facebook, na semana passada.
Em 2011, Eduardo entrou com um processo para abdicar da cidadania americana. Teria que pagar impostos superiores a US$ 1,4 bilhão ao fisco de Tio Sam só por conta do lucro com as ações do Facebook. Sob essa ótica, seria fácil entender a opção. Aliás, outros bilionários americanos tomaram atitude similar, segundo a revista.
O que me chama atenção, no entanto, é o fato de a cidadania, como se fosse um bem material qualquer, também estar submetida às leis do mercado. Houve um tempo em que a cidadania era motivo de orgulho. Abrir mão dela era um gesto extremo, normalmente usado por refugiados políticos ou pessoas que buscavam escapar de regimes totalitários.
O filósofo grego Sócrates dizia que não era “nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo.”
Felizmente, para ele, não havia Facebook, nem a atual crise grega, tantos impostos a pagar e muito menos essa facilidade para se trocar de cidadania como se troca de carro.
Nenhum Comentário »
RSS feed for comments on this post. TrackBack URL