A caverna no cinema
Por Jorge Carrano
Assim como na literatura, também o cinema tem diversos exemplos de “releituras” do mito da caverna. Entre eles “A Ilha”, dirigida por Michael Bay (2005), e o clássico “Farhneiheit 451″, de François Truffaut.
Mas talvez tenha sido “The Matrix”, dos Irmãos Wachowski (1999) o que melhor traduziu o mito para a telona. O filme foi um dos maiores sucessos de bilheteria e criou imagens marcantes, como aquele salto que “para no ar”, a onda gerada pelos projéteis disparados, o “take the red pill” e o “there is no spoon”…
Com cenas muito parodiadas em diversas outras produções, o filme nos estimula a pensar o que está além do que vemos. Ou melhor, que aquilo que vemos não é a verdade, mas o resultado da manipulação de “um sistema”. Pena que os dois filmes seguintes (“Reloaded” e “Revolutions”) tenham perdido a magia do primeiro.
Vale mencionar, no entanto, que parte das idéias por trás da “matriz” foram tiradas da fantástica história retratada na animação japonesa “Ghost in the Shell“, traduzida no Brasil como “O Fantasma do Futuro“. Uma produção de 1995, dirigida por Toshihiko Nishikubo. Imperdível.


