dez
15
2009
1

Feliz modernidade

Por Jorge Carrano

Vivemos tão acelerados, que nem nos damos conta do ridículo que certas situações da vida moderna e ultraconectada nos impõe. Recebi a mensagem abaixo por e-mail e,  para encerrar o ano com bom humor, divido-a com nossos amigos e leitores.

Você percebe que está ficando louco quando:

1. Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua;

2. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras;

3. Esquecendo seu celular em casa (coisa que você não tinha há 10 anos), fica apavorado e volta para buscá-lo;

4. Você levanta  pela manhã e às vezes liga o computador antes de tomar café;

5. Você não sabe o preço de um envelope comum. Ou selo. Há anos.

6. A maioria das piadas que você conhece, recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho…);

7. Você fala o nome da empresa onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa;

8. Você digita o ‘0′ para telefonar de sua casa;

10. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando e volta quando já escureceu de novo;

11. Quando seu computador para de funcionar, parece que foi seu coração que parou;

11. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo;

12. Você está tão interessado na leitura, que nem reparou que a lista não tem o número 9;

13. Você  retornou à lista para verificar se é verdade que falta o 9, e nem viu que tem dois números 11;

14. Você já está pensando para quem você vai enviar o link desta página, ou copiar o texto e enviar por e-mail;

Feliz  modernidade.

Que em 2010 a gente perceba que “moderno” mesmo é se conectar também com a família, os amigos e a natureza.

Até.

Escrito por Jorge Carrano em: Artigos, Cultura, Digital |
dez
08
2009
2

Não mexa nesse layout!

Por Jorge Carrano

Outro dia, um cliente me perguntou: quanto tempo você acha que um site pode ficar com o mesmo layout? Resposta: depende do site.

Em primeiro lugar, vamos assumir que, em geral, somos avessos às mudanças, sobretudo aquelas que nos
causam algum desconforto, ou nos obrigam a reaprender coisas, ou mudar a forma como fazemos alguma coisa.

Quando o assunto é web, a coisa se complica um pouco. Primeiro porque a internet é ainda um fenômeno recente. Os jovens de 20 e poucos anos aprenderam a usar a web ainda crianças. As crianças de hoje (digamos, até uns 12 anos) já nasceram no mundo conectado dos e-mails, celulares e redes sociais. Para eles, essas ferramentas de interatividade e relacionamento são “utensílios”, como geladeiras ou aparelhos de DVD.

Os mais velhos - que ainda brigam com a programação do videocassete - têm dificuldades em se relacionar com o computador ou com os modernos celulares.

Então, o primeiro aspecto a considerar na resposta é: depende do seu cliente. Se seu público é jovem, será mais fácil reformular seu site com mais frequência e introduzir novos recursos. Se seu público é mais velho, então é preciso repensar se as novidades vão, de fato, atrair mais visitantes, ou espantá-los.

Outro ponto importante diz respeito ao “cansaço” dos projetos. O cliente, que visita seu próprio site diariamente, ou a agência que o desenvolve, sofrem um desgaste natural de quem trabalha num mesmo projeto muito tempo. Simplesmente “não aguentamos mais ver aquele layout”.

Mas os internautas não têm esse desgaste. Novamente, outro componente da resposta é “depende”. Nesse caso, depende do objetivo do site.

Para os sites de perfil “utilitário” - bancos, por exemplo - pode ser mau negócio revolucionar com frequência o layout. Isso trará uma perda de tempo dos usuários para “aprenderem” a usar a nova interface. Pare e pense no seu próprio caso. Certamente, você é capaz de descrever, com razoável precisão, os cliques que segue até chegar ao extrato de sua conta corrente. Agora imagine se, a cada mês, o banco mudasse os botões de lugar, mudasse a sequência das telas ou as cores que ajudam você a se guiar. Seria extremamente cansativo ficar “procurando” as coisas. Voltamos à questão inicial, de sermos avessos às mudanças que nos tomam tempo.

Esses aspectos do uso - da usabilidade - do site precisam ser cuidadosamente avaliados, pois o tempo dos internautas é precioso. E ninguém entra no site de um banco por diversão. Se você entra para fazer alguma coisa, quanto mais rápido conseguir resolver, melhor.

Já se você administra um site cujo objetivo é entreter, seu espaço para ousar e criar é muito maior, pois o visitante está predisposto a descobrir novas coisas.

É fato que todo site fica velho. Seja na linguagem, no layout ou na tecnologia na qual foi desenvolvido. Mas todo bom site também está constantemente em mudança, em processo de atualização.

Assim, pode ser mais interessante implementar pequenos avanços, melhorias constantes, ao invés de promover “revoluções”.

A internet deve ser encarada como uma longa jornada, e a presença das empresas nela - seja em websites, blogs, redes sociais ou o que mais vier por aí - é um caminho, não um destino.

É um meio, não um fim.

Escrito por Jorge Carrano em: Artigos, Cultura, Digital, Marketing |

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