O bom, o mau e o feio
Em 1966, o diretor Sergio Leone dirigiu um clássico do western: “O bom, o mau e o feio” (The good, the bad and the ugly), estranhamente traduzido para “Três homens em conflito”, em português.
Nessa Copa de jogos sem qualidade e técnicos histriônicos, pudemos ver os três personagens do filme em campo.
O “bom” seria o educado Parreira, que foi cumprimentar o técnico francês Raymond Domenech, o feio da vez. E põe feio nisso. Pegou um time de bons jogadores, e só conseguiu produzir cenas patéticas dentro e fora do gramado. Recusar a mão do Parreira foi sua (des)graça final, um comportamento incompatível com o fair play. Ou mesmo com a boa educação de casa.
Mais feio que ele, o “mau” é mesmo o nosso Dunga. Mal-educado quando o time ganha, mal-educado quando o time perde. Síndrome de perseguido pela Imprensa. E, para tudo, tem a necessidade de dizer que “tem que ser homem”.
A agressão gratuita ao jornalista Alex Escobar, da TV Globo (veja abaixo) é só mais uma prova de que ele não está preparado para o cargo que ocupa. Melhor, não é digno de ocupar um cargo dessa importância. Maltrata o português e os jornalistas. Aliás, botar a culpa de tudo na Imprensa virou esporte favorito dos tiranos (moda lançada por Hugo Chávez) e dos incompetentes.
Não adianta ganhar a Copa, e perder o respeito.
Mas não podemos nos iludir: Dunga, afinal, é um anão.
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