O trimestre sustentável - parte 2
Por Jorge Carrano
Conciliar o crescimento sustentável da empresa com a necessidade de apresentar resultados aos acionistas é trabalho para todos. Mas os responsáveis pela comunicação empresarial têm um desafio a mais: explicar a todos os envolvidos e interessados no que a empresa faz (”stakeholders“), incluindo os principais gestores, o que é, de fato, essa sustentabilidade. Não é reformar escola, não é doar ambulâncias, não é empregar minorias, não é plantar árvores.
Isso pode vir como resultado da estratégia de sustentabilidade. Mas ela precisa ser muito mais que isso. O conceito de sustentável pode ser definido resumidamente como algo que é economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto.
Se for isso, então não é permitido esgotar os recursos naturais, pois seria ambientalmente errado. Não dá para ignorar as carências da sociedade (empregados aí incluídos), pois seria socialmente injusto. É um tremendo desafio fazer as coisas direito e, ainda, ser economicamente viável.
Mas isso não parece óbvio? Então por que é um desafio, um dilema? Porque os modelos de produção, comercialização e comunicação estão ultrapassados. Ao invés de estimularem o “consuma mais”, deveriam estimular o “consuma melhor” ou “consuma certo”.
É preciso que o modelo seja qualitativo, e não apenas quantitativo. A comunicação tem papel relevante na formação desse modelo, uma vez que a sustentabilidade só será obtida se houver o comprometimento de todos os agentes da empresa, e também de seus fornecedores e consumidores.
Não adianta parte da empresa ouvir o que a comunidade vizinha de sua fábrica quer, tentar compreender suas demandas e construir uma relação positiva se, ao mesmo tempo, a chaminé lança uma nuvem negra de poluição, ou resíduos são despejados no rio ao lado.
Não adianta retocar a radiografia, é preciso atacar a doença.
Mesmo que os resultados demorem mais que um trimestre.
Leia a primeira parte deste artigo aqui.
1 Comentário »
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O problema da crise que estamos passando e’ resultado da incopetencia dos gestores das empresas, que irresponsavelmente, torraram o dinheiro dos investidores pelo ralo das empresas. Na propria empresa que trabalhei (www.handango.com — a beira da falencia), os diretores investiram em negocios e sistemas sem uma pre-avaliacao correta, uma analise do investimento a ser feito…. Enfim, existe uma serie de empresas que passam pelo mesmo problema. Elas recebem dinheiro de investimento, e gastam dinheiro irresponsavelmente. E quando a situacao aperta, eles demitem os funcionarios. Por incopetencia dos banqueiros de emprestar dinheiro para pessoas que nao tem como pagar. Incopetencia de executivos e mafia que nao sabe administrar bem o capital.
Rubens Gomes
http://www.rubens-gomes.com